Alienígenas, dinossauros e a morte do pai: o filme mais estranho de Tóquio
Longa de estreia de um diretor de fotografia usa surrealismo absoluto para processar o luto e provoca o festival mais discreto da Ásia.

O Tokyo International Film Festival ganhou seu exemplar mais bizarro em “Kefi”, longa de estreia do diretor de fotografia Saito Kisin. O filme mistura múltiplos contos e estilos visuais para dar conta dos sentimentos em torno de uma relação complicada com o pai, já falecido.
O caminho escolhido não é o que se espera de um filme sobre luto: não faltam alienígenas nem dinossauros na tela. A abordagem surrealista faz do longa o candidato natural ao título de entrada mais esquisita desta edição do festival japonês.
O que chama atenção é o ponto de partida: um cineasta que passou a carreira atrás da câmera decide estrear como diretor contando a história mais pessoal possível, só que embrulhada em ficção científica e absurdo visual.