Alei do “turbo da moradia” da Alemanha completa 1 ano e o turbo engasgou
Berlim registrou 31 aprovações; a menor cidade da Alemanha nem soube que a lei existe, e Koblenz descobriu que só mora quem dá dinheiro.

A chamada “Bau-Turbo”, proposta pela ministra da Construção Verena Hubertz (SPD) em julho de 2025 e em vigor desde 30 de outubro, permite que municípios alemães liberem projetos de moradia desviando das normas de zoneamento: basta não recusar em três meses que o aval é dado.
Um ano depois, o balanço pelas cidades é díspare: Berlim contabiliza mais de 80 pré-consultas, 50 processos e 31 aprovações em quatro distritos. Rüdersdorf, apontada como município-modelo, mal recebeu pedidos. Koblenz teve mais reuniões de câmara e mais trabalho administrativo, mas o que avança é só o projeto que dá retorno econômico. Na menor cidade da Alemanha, Martinstein, com 300 habitantes, nem uma consulta chegou.