Agentes de IA viram hackers de carreira e encurtam o tempo de resposta
CrowdStrike detalha quatro operações em que a automação escolheu e executou etapas dos ataques, com supervisão humana variável.

Segundo reportagem do Wall Street Journal, criminosos estão usando agentes de IA, programas que executam sequências de tarefas e decidem o próximo passo com base nos resultados, para automatizar invasões. As ferramentas aparecem tanto em mãos de grupos sofisticados quanto de invasores com pouca experiência técnica, e o trabalho vai de mapear sistemas a identificar fragilidades e tentar obter acesso a informações.
O relatório da CrowdStrike, publicado nesta semana, detalha quatro operações em que invasores usaram agentes de IA com diferentes níveis de supervisão humana. Numa delas, na saúde na Argentina, um operador comprometeu pelo menos 15 organizações; em uma delas, foram roubadas credenciais e informações médicas. Um dos sistemas usava um agente “supervisor” que selecionava as tarefas e outro que executava as etapas.