AFC pula do barco da Uefa e Infantino já faz contas para o quarto mandato na Fifa
As asiáticos viraram as costas para os europeus, e a conta do suborno político em forma de dinheiro pode explicar o porquê.

A Confederação Asiática de Futebol (AFC) endossou oficialmente a reeleição de Gianni Infantino para um quarto mandato à frente da Fifa, se descolando da Uefa e da Concacaf, que lideraram a oposição após a crise do plano Fifa Forward Enterprise (FFE). O xeque Salman bin Ibrahim Al Khalifa, presidente da AFC, declarou apoio no Congresso Extraordinário da entidade no dia 23, alinhando-se a Arábia Saudita, Butão, Catar, Filipinas, Iraque, Indonésia e outros países asiáticos que já haviam se manifestado a favor do presidente ítalo-suíço.
Apesar da oposição, Uefa e Concacaf não conseguiram montar candidatura concorrente. Para abrir a porteira do bolso, Infantino apresentou plano para repassar US$ 6 bilhões às associações no quadriênio 2027-2030, mais que o dobro do previsto, com US$ 25 milhões para cada país-membro, ante os US$ 10 milhões iniciais. O prazo de candidaturas vai até 28 de novembro e a eleição está marcada para 28 de março, em Rabat, Marrocos.