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Tecnologia · IA

A IA não consegue pegar outra IA. Pior: acha que a máquina é mais humana que você

Estudo da Université Paris Cité mostrou que modelos de chat quase nunca identificam outro modelo, e quando o prompt inclui personalidade detalhada a taxa de acerto chega a zero

Por Gabriela Araujo ·

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A IA não consegue pegar outra IA. Pior: acha que a máquina é mais humana que você
Imagem: Reprodução/TechNews Taiwan

Uma pesquisa da Université Paris Cité submeteu sete chatbots de ponta (ChatGPT 4.5, Claude 3.7 Sonnet, Gemini 2.5 Pro, Grok 3 e outros) a um teste: cada modelo atuava como interrogador para descobrir se estava falando com uma pessoa ou com outra IA. Em 98 rodadas com IA como alvo, os modelos acertaram apenas 3 vezes. Quando o modelo interrogado recebia um prompt de personalidade detalhado, a taxa de identificação caiu para zero.

Contra humanos de verdade, os mesmos modelos tiveram desempenho muito melhor: 123 acertos em 140 testes. O achado mais desconfortável, porém, é outro: os modelos avaliaram a IA como mais “humana” do que os próprios humanos. A equipe descobriu que o problema não estava no conteúdo das respostas, mas no estilo: as poucas IAs flagradas tinham respostas longas demais e estruturais demais. Quando os pesquisadores pediram respostas mais curtas e naturais, as pistas praticamente sumiram. Com prompt de personalidade, a resposta média da IA ficou em cerca de 39 caracteres, praticamente igual à média humana de 38.