A IA escreve errado? Não: ela escreve certo demais, e por isso você entende nada
Estudo de duas universidades mapeou seis vícios linguísticos que transformam texto de modelo de linguagem em exercício de ginástica mental.

Pesquisadores da Universidade de Nova York e da Universidade de Texas em Austin analisaram 14 modelos de linguagem (incluindo Claude, GPT-5.6, GLM-5, Kimi K2.5, Llama e Olmo) produzindo conversas, código e textos argumentativos. Compararam com textos humanos de legendas de filmes, StackExchange e redações de estudantes. O achado: os modelos de ponta sistematicamente usam padrões linguísticos que raramente aparecem na escrita humana.
O estudo aponta o treino em código e matemática como origem do problema: onde a correção é recompensada e a clareza, não. A passagem do treino com feedback humano (RLHF) para o treino com recompensas verificáveis (RLVR) tira o ser humano do circuito de feedback, e os modelos desenvolvem um “dialetão” que comprime informação muito bem, mas que faz o leitor humano tropeçar a cada frase. Modelos menores, como Llama e Olmo base, escrevem mais perto do humano.