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Tecnologia · IA

A IA do Google agora “dorme” para não esquecer, e a fase de “sonho” é o mais estranho

O método copia o sono humano: o modelo para de receber dados novos, consolida memórias e até gera exercícios de treino enquanto “dorme”.

Por Gabriela Araujo ·

IAGoogle ResearchSleep FrameworkLLM

A IA do Google agora “dorme” para não esquecer, e a fase de “sonho” é o mais estranho
Imagem: Explorerworld56 · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

A equipe de pesquisa do Google apresentou em 27 de outubro um framework chamado “Sleep Framework”, que ataca um problema antigo dos grandes modelos de linguagem: depois do treino inicial, o conhecimento solidifica e o modelo não absorve informações novas sem perder as antigas. A inspiração vem de onde ninguém esperava: o sono humano.

No método, o modelo alterna entre fases “acordado”, quando processa entradas e grava tudo em memória de curto prazo, e fases “dormindo”, quando consolida essas informações na memória longa e gera dados sintéticos para praticar raciocínio com reforço. Nos testes, aguentou contextos de até 10 milhões de tokens e praticamente não perdeu desempenho ao aprender idiomas nunca vistos.