A IA de voz precisa passar no “teste da Índia” antes de dominar o mundo
Fundadora da Murf AI explica por que resolver o caos linguístico indiano é o caminho pra IA de voz que funciona em qualquer lugar.

Na TechSparks 2026, Sneha Roy, cofundadora e COO da Murf AI, defendeu que a complexidade linguística da Índia é o teste definitivo pra IA de voz. Se o modelo entende nome indiano, endereço falado em mistura de hindi com inglês e CEP dígito por dígito, ele funciona em qualquer lugar do mundo, sem exigir que o cliente se adapte à tecnologia.
Roy explicou que o pipeline completo de um agente de voz tem orçamento de 500 a 800 milissegundos de resposta, e a Murf conseguiu derrubar a latência de síntese de voz abaixo de 100 ms com o Falcon 2, um modelo menor que roda em GPUs comuns em vez de hardware de ponta. A empresa trabalha com mais de 400 atores de voz em parcerias de longo prazo e não clona vozes sem consentimento.