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Tecnologia · IA

A IA comeu o estoque de chips e agora o iPhone mais caro custa ainda mais: a conta chegou

A Apple sempre espremeu os fornecedores; os fornecedores acharam alguém maior na fila e o jogo virou.

Por Gabriela Araujo ·

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A IA comeu o estoque de chips e agora o iPhone mais caro custa ainda mais: a conta chegou
Imagem: SimonWaldherr · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

A demanda por inteligência artificial disparou o preço das memórias flash, os chips que armazenam fotos, apps e vídeos. Segundo a TechInsights, o valor por gigabyte passou de 5 centavos de dólar em 2023 para mais de 30 centavos, e a Apple, que por anos ditou o preço como maior compradora mundial, agora enfrenta custos muito maiores e menos poder de negociação com fabricantes como a Kioxia.

O resultado no bolso do consumidor: alta média de 13% na linha de iPhones, incluindo modelos antigos que antes ficavam mais baratos. No iPhone 17 Pro, a memória extra da versão de 512 GB custava US$ 15 à Apple e passou a custar US$ 66, enquanto o consumidor continuava pagando US$ 200 a mais pela versão. A empresa gastaria cerca de US$ 25 bilhões em memórias flash em 2026, contra US$ 6 bilhões em 2025, pela mesma quantidade aproximada.