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Tecnologia · IA

A Holanda virou refém da ASML, e o alerta vem da Nokia, que já viveu isso e se deu mal

O chip é o mesmo: uma empresa dominando a economia de um país inteiro. A diferença é que desta vez o produto é máquina de litografia, não celular.

Por Gabriela Araujo ·

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A Holanda virou refém da ASML, e o alerta vem da Nokia, que já viveu isso e se deu mal
Imagem: A ansems · Public domain · Wikimedia Commons

Economistas do ING divulgaram relatório em 26 de outubro estimando que a ASML, fabricante de equipamentos para chips, deve contribuir direta e indiretamente com 1,6% da economia holandesa neste ano: acima dos 1,3% de 2025. A valorização da empresa, impulsionada pela demanda por inteligência artificial, colocou sua capitalização de mercado em 547 bilhões de euros, tornando-a a maior da Europa.

O relatório, no entanto, soa o alarme: a dependência crescente da Holanda por uma única empresa lembra o caso da Finlândia com a Nokia, que em 2000 representava 3,8% da economia do país e caiu para 0,5% em dez anos, ao perder a revolução do celular. Uma pesquisa da OCDE de 2023 vinculou o declínio da Nokia à desaceleração da produtividade finlandesa no período.

Os autores reconhecem que a Holanda é exceção na Europa, que, segundo o ex-presidente do Banco Central Europeu Mario Draghi, perde terreno para EUA e Ásia no setor de tecnologia de crescimento. A exceção, contudo, tem um sabor familiar de monopólio nacional.