530 queixas em dois dias: listas de ‘petistas’ no WhatsApp pedem demissão e boicote
O volume de assédio eleitoral registrado pelo Ministério do Trabalho equivale a 21% de todo o ano de 2026 em 48 horas.

Após o resultado do 2º turno no domingo (25.out.2026), apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL) passaram a circular em grupos do WhatsApp listas de comércios e prestadores de serviço associados a eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As chamadas incluem demissão de empregados, não contratação de profissionais e boicote a pequenos empresários e autônomos.
O Ministério do Trabalho condenou as campanhas e registrou 530 denúncias de assédio eleitoral até a tarde de terça-feira (27.out.), o equivalente a 21% do total recebido pelo órgão em todo 2026. O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, afirmou que a escolha política do trabalhador não pode ser alvo de retaliação no emprego e que demitir por convicção política é ilegal.